Quando soube que Paul McCartney voltaria ao Brasil em novembro deste ano, quase não consegui conter minha felicidade. Ainda mais quando se confirmou que uma das cidades escolhidas para voltar com a Out There Tour era São Paulo. Eu já estava planejando ir até lá para resolver algumas pendências pessoais e a notícia me permitiu unir o útil ao (muito mais que) agradável.
Feitos os planos, passei a observar atentamente a previsão do tempo para a capital paulista. No Weather Channel e no Climatempo, a previsão era de chuva para os dias em que eu estaria na cidade. E por mais que eu me solidarize com a necessidade paulistana de que a água jorre do céu, minha torcida era para que o previsto não se confirmasse. Chegando a São Paulo, comemorei (desculpem, paulistas!) cada vez que eu colocava o pé na rua e o sol estava lá, brilhando. Resolvi o que precisava resolver e enfim chegou a hora de ver meu artista preferido no palco. E fazia sol.
Lá pelas 17:30, o céu foi ficando carregado. De repente, uma tempestade com direto a relâmpago, trovão e ventania caiu sobre as filas de fãs, que não arredavam pé. Os portões do Allianz Parque foram abertos e as pessoas foram se amontoando em frente ao palco, nas pistas e arquibancadas, com suas capas de chuva encharcadas. Aqui e ali, algumas reclamações. “Podia parar de chover, né?” “Já tá bom de parar essa chuva!”
Foi quando o DJ Chris Holmes assumiu as pick-ups e começou a esquentar o público com a deliciosa setlist de músicas dos Beatles regravadas por outros artistas. Que chuva o quê! Paul logo estaria no palco e nada mais importava.
Depois, veio o tradicional vídeo com fotos do querido Macca em diversas fases da vida: ainda criança, adolescente, com os Beatles, com o Wings, em carreira solo... A essa altura, a chuva já se misturava às lágrimas - faltava pouco para ver o artista mais incrível do planeta de pertinho.
Então, Paul chegou ao palco e a magia aconteceu. Abriu o show com “Eight Days a Week” e seguiu por quase três horas cantando as preciosidades que compôs ao longo dos cinquenta anos de carreira. Do novo disco (New), escolheu “Save Us”, “Queenie Eye”, “New” (com homenagem dos fãs, que balançaram bastões de neon) e “Everybody Out There”. Do penúltimo disco (Kisses On The Bottom), a eleita foi “My Valentine”, que começa com versos perfeitos para aquela noite: “What if it rained / We didn‘t care”. Chovia muito e nós, da plateia, já não dávamos a mínima.
Entre uma música e outra, a costumeira simpatia do cantor levava todos à loucura. Aprendeu a falar “É nóis!”, “mano”, “Sampa”, “paulistas” e dedicou “All Together Now” à “molecada”. O público retribuiu com balões coloridos durante “Ob-La-Di Ob-La-Da”, celulares acesos em “Let It Be” e canto a plenos pulmões acompanhando a banda em todo o show.
No fim, a sequência “Golden Slumbers / Carry That Weight / The End”, acompanhada pela chuva de papéis picados com as cores do Brasil, lembrou que estava chegando ao fim a noite mágica. Mas não sem antes Paul dizer em bom português duas palavrinhas que soaram como música aos ouvidos de quem estava ali: “Até logo!” O amor dos fãs brasileiros por Paul é muito grande e parece ser correspondido.
Depois do show, fiquei sabendo que não chovia tão forte em São Paulo desde abril e que a chuva continuou caindo nos dias que se seguiram. Sobre isso, alguns comentaram que só mesmo Paul McCartney para fazer chover em São Paulo em plena crise de abastecimento. Milagre de “São” Paul ou não, a tempestade não só não atrapalhou a alegria de quem estava lá como também deixou ainda mais lindas as luzes do palco. O próprio cantor citou os versos iniciais de “My Valentine” para traduzir a sensação de todos naquela noite tão especial. E eu completo com outro de seus versos, de uma música que não estava no repertório escolhido, mas que representa bem o que se passa na cabeça de quem tanto admira seu trabalho: “And love is all that stays / Only love remains”.
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quinta-feira, 27 de novembro de 2014
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Relançamento em high definition audio marca aniversário de John Lennon
Hoje, o músico John Lennon completaria 74 anos. Para celebrar a data, oito álbuns de estúdio, duas coletâneas e uma caixa incluindo todas essas obras serão relançados em versão high definition audio pela Capitol/UMe entre os dias 14 de outubro e 4 de novembro. A remasterização foi feita a partir das gravações originais de Lennon.
Durante esta semana, a compilação "Power to The People (Greatest Hits)" está disponível para downloads no iTunes a preço especial. O disco inclui sucessos como “Imagine”, “Woman”, “Instant Karma!”, “Jealous Guy” e “Power To The People”.
Aqui, a canção "What You Got", que faz parte do álbum "Walls and Bridges", de 1974.
Happy birthday, dear John!!!
Durante esta semana, a compilação "Power to The People (Greatest Hits)" está disponível para downloads no iTunes a preço especial. O disco inclui sucessos como “Imagine”, “Woman”, “Instant Karma!”, “Jealous Guy” e “Power To The People”.
Aqui, a canção "What You Got", que faz parte do álbum "Walls and Bridges", de 1974.
Happy birthday, dear John!!!
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segunda-feira, 6 de maio de 2013
I am amazed with you, Paul!!!
Quando a notícia de que Paul McCartney faria a estreia da nova turnê "Out There" no Brasil começou a se espalhar, surgiram também os comentários dispensáveis, do tipo: "Paul McCartney no Brasil de novo? Ah, tá vindo tirar dinheiro dos trouxas brasileiros..." O estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, completamente lotado de pessoas que, como eu, se emocionam com a obra do cantor e dos Beatles é a prova de que, apesar da "turma do deixa disso", Paul é sim sempre muito bem vindo - e ele ainda pode surpreender.
As novidades da "Out There" começam pelo clipe de abertura, com fotos da carreira do querido Macca, mescladas com imagens de sua infância, desenhos criados por ele e uma sequência de músicas que prepara o espírito da plateia para o que está por vir. O novo palco também é um espetáculo à parte, com uma plataforma frontal que sobe quando Paul canta "Blackbird" e "Here Today". Com todo o público cantando junto e Paul conduzindo tudo lá do alto, é bem difícil não ir às lágrimas...
Mas a maior surpresa foi o novo setlist. Uma atrás da outra vieram canções que surpreenderam a maioria dos fãs. "Eight Days a Week", "Junior's Farm", "Listen To What The Man Said", "Hope Of Deliverance" (com o baterista Abe Labouriel Jr. tocando violão), "Another Day", "Your Mother Should Know" (e a cena do filme "Magical Mystery Tour" passando no telão ao fundo), "All Together Now", "Being For The Benefit
Of Mr Kite" (que contou com um show psicodélico de raios laser absolutamente incrível!), "Hi Hi Hi", "Lovely Rita"... Foram tantas as novidades que não dava para acreditar... Sim, os clássicos, como "Let it Be", estavam lá também. No entanto, Paul parecia estar mesmo era querendo dar aos brasileiros um novo fôlego, resgatando sucessos dos Beatles, do Wings e de sua carreira solo que se tornaram verdadeiras raridades sobre o palco.
E o show de simpatia que já é característico do bom e velho Paul? Também aconteceu, em especial quando ele recebeu no palco as meninas da campanha "Paul, Vem Falar Uai!", que pleiteavam no Facebook a ida do artista a Belo Horizonte. Ele distribuiu beijos e autógrafos, mostrando a todos como um artista deve se comportar com seus fãs.
Na homenagem do dia, quando todos da plateia levantaram placas em que se lia "Thank You" (Obrigado), ele retribuiu, dizendo que era ele quem estava agradecido.
A despedida com "Golden Slumbers/Carry That Weight/The End" e a chuva de papeis picados nas cores da bandeira do Brasil são responsáveis por mais lágrimas na plateia. É tanta gente emocionada, tanto amor... Paul McCartney e o público brasileiro foram feitos um para o outro e tenho certeza de que, mesmo que ele tivesse feito um show igual ou parecido com os anteriores, a emoção seria tão grande quanto foi a que atravessou a noite de 4 de maio no Mineirão, com todas aquelas surpresas. Quem se cansa de Paul se cansa da vida.
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sexta-feira, 22 de março de 2013
"Please Please Me" completa 50 anos
O disco "Please Please Me", primeiro dos Beatles, completa hoje 50 anos de lançamento - e de sucesso. Gravado em apenas 10 horas, o álbum traz entre suas 14 faixas composições da dupla Lennon-McCartney, dentre as quais estão a faixa título, "Love Me Do" e "I Saw Her Standing There", clássicos absolutos.
Para celebrar este aniversário tão especial, aqui está "Twist and Shout", uma canção escrita por Phil Medley e Bert Russell que encerra o disco de forma explosiva. Reza a lenda que o cantor John Lennon já estava rouco depois das 10 horas de gravação e que "berrou" a letra da música para conseguir ir até o fim.
Vida longa aos Beatles!
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